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Dúvidas biológicas

Quais são as pesquisas científicas desenvolvidas pelo AquaRio? O que elas trazem de melhoria para a sociedade e para a natureza?

Atualmente, duas pesquisas estão sendo conduzidas no AquaRio.

1 - Pesquisa sobre a diversidade microbiana em raias costeiras

Em uma parceria entre o Centro de Pesquisa Científica do AquaRio e os laboratórios de Biologia e Tecnologia Pesqueira e de Ecologia Microbiana da UFRJ, teve início em outubro de 2016 um estudo pioneiro que preencherá uma lacuna importante de conhecimento científico e fornecerá informações de cunho zoológico, ecológico e de saúde pública.

As raias são bem conhecidas pelo grande número de acidentes com o homem no ambiente natural. Por uma potencial resposta defensiva, seu aguilhão, com ponta afiada e bordas serrilhadas, localizado na base da cauda e coberto por epitélio, pode penetrar e inocular peçonha provocando edema e necrose. Ainda que seja responsável pela infecção bacteriana secundária, a diversidade de bactérias presente no aguilhão nunca foi estudada. Os pesquisadores irão estudar o “ecossistema hospedeiro animal”, também chamado microbioma, que são nichos epiteliais que podem ser colonizados por microrganismos, principalmente bactérias, com o objetivo de fornecer informações importantes para lidar com infecções secundárias no homem e para favorecer a manutenção da saúde dessas raias com a consequente conservação das espécies, já que muitas estão ameaçadas de extinção.

2 - Pesquisa com probióticos para proteger corais

Em uma parceria entre o Centro de Pesquisa Científica do AquaRio e o Laboratório de Ecologia Microbiana Molecular (LEMM) do Instituto de Microbiologia da UFRJ e o Programa de Biotecnologia Vegetal e Bioprocessos (PBV) da UFRJ, teve início em outubro de 2016 um estudo inovador que visa a proteger e recuperar recifes de corais do mundo inteiro ameaçados pelo branqueamento e outras doenças. A abordagem inovadora dessa pesquisa em andamento, que tem se mostrado extremamente sustentável e viável e que visa a proteger e recuperar recifes de corais do mundo inteiro ameaçados pelo branqueamento e outras doenças, estabelece a manipulação benéfica dos microbiomas naturais marinhos, que já estão lá e são nativos desses ecossistemas, para proteger esses ambientes coralinos.

Ainda nesse ano, teremos pelo menos três pesquisas de reprodução em cativeiro de espécies nativas ameaçadas, com fins de reintrodução na natureza.

De onde vem os animais do AquaRio? De outros aquários ao redor do mundo?

De acordo com a legislação vigente e controle do Ibama/INEA, a aquisição dos animais (abaixo relacionados) e os procedimentos de transporte, tratamento e acomodação para exposição são sempre pautados pelo respeito à vida e ao bem-estar dos animais. Cabe esclarecer que o AquaRio não terá qualquer mamífero marinho em cativeiro.

Animais marinhos constantes na lista de espécies ameaçadas

A aquisição poderá ocorrer de três formas:

  1. Parceria e cooperação técnica com entidades de proteção dos respectivos animais.
  2. Doação ou empréstimo de outro aquário ou zoológico.
  3. Importação direta ou compra de uma empresa especializada importadora, devidamente registrada e licenciada.


Peixes marinhos comerciais da costa brasileira (recursos pesqueiros)

A aquisição poderá ocorrer de quatro formas: 1 - Compra de pescadores profissionais, devidamente registrados. 2 – Compra empresas especializadas, devidamente registradas e licenciadas. 3 - Doação de pescadores amadores, devidamente registrados. 4 - Doação ou empréstimo de outro aquário ou zoológico.

Peixes marinhos ornamentais e invertebrados da costa brasileira


A aquisição poderá ocorrer de quatro formas: 1 – Compra de empresas especializadas, devidamente registradas e licenciadas. 2 - Compra de pescadores profissionais, devidamente registrados. 3 - Doação de pescadores amadores, devidamente registrados.  4 - Doação ou empréstimo de outro aquário ou zoológico.

Espécies exóticas (peixes e invertebrados marinhos)

A aquisição poderá ocorrer de duas formas: 1 – Compra de empresas especializadas importadoras, devidamente registradas e licenciadas. 2 - Doação ou empréstimo de outro aquário ou zoológico.

3. Porque os animais precisam ser/são retirados da natureza, do seu habitat natural? O confinamento não faz mal aos animais?

BONS AQUÁRIOS, fundamentados no tripé educação, pesquisa e conservação, como o Monterey Bay Aquarium, nos Estados Unidos, o Two Oceans Aquarium, na África do Sul, o Oceanário de Lisboa, em Portugal, e o AquaRio, têm papel fundamental na conservação da biodiversidade marinha e exercem essa função através do aumento do conhecimento científico de diversas espécies pouco estudadas no ambiente natural. Por isso, é necessário capturer exemplares na natureza.

BONS AQUÁRIOS trabalham pela valorização dos ambientes naturais que ainda restam, permitem (e incentivam) que milhões de visitantes conheçam os oceanos e seus habitantes, impactam positivamente em seus conceitos e atitudes, inspirando-os a fazer a diferença no mundo em que vivemos, e ainda despertam o interesse dos jovens para se tornarem futuros conservacionistas.

Considerando que poucas pessoas têm a oportunidade de experimentar a vida marinha in loco, BONS AQUÁRIOS possuem também a extraordinária capacidade de reproduzir ecossistemas marinhos para que os visitantes, em um ambiente lúdico e propício, possam se encantar, conhecer, desmitificar, respeitar e querer preservar seus seres. Um provérbio chinês resume muito bem esse sentimento: “Diga-me e eu esquecerei. Mostre-me e talvez eu me lembre. Envolva-me e eu entenderei”. O brilhante pensamento do poeta senegales, Baba Dioum, que diz "no fim, conservaremos apenas o que gostamos, gostaremos apenas do que compreendermos e compreenderemos apenas o que nos tiver sido ensinado", não poderia estar mais afinado com os objetivos educacionais e conservacionistas do AquaRio.

Tudo isso carrega ainda um componente excepcional e intangível. O poder de transformação. O poder da descoberta. No momento da visita ao AquaRio, no ambiente de encantamento dos grandes e bons aquários, a vocação dos jovens poderá ser despertada. Naquele instante, algumas crianças e adolescentes serão captados para a ciência.

Com relação à crítica de aprisionamento de peixes e outros seres marinhos, é importante esclarecer que o AquaRio só tem peixes e invertebrados marinhos em seu plantel. E pelo menos 90% dos peixes em exposição são considerados recursos pesqueiros, ou seja, são exatamente os mesmos pescados aos milhares diariamente pela pesca comercial e ofertados nas peixarias e restaurantes para consumo humano. A significativa diferença é que no AquaRio esses animais provavelmente viverão entre 5 e 30 anos, mantendo-se saudáveis em ambiente com condições perfeitamente adequadas, e terão a importante função de atuar como “embaixadores” para promover a preservação das populações de sua espécie no ambiente natural.

Existe intenção do AquaRio em fazer reprodução em cativeiro para fins de repovoamento no habitat natural? Como acontecerá? Com quais espécies?

Sim, como respondido anteriormente, ainda nesse ano, teremos pesquisas de reprodução em cativeiro de espécies nativas ameaçadas, com fins de reintrodução na natureza, como ouriços do mar e peixes do gênero Hippocampus, Elacatinus e Gramma.

Porque o AquáRio não tem animais mamíferos?

Por que entendemos não ser adequado e necessário ter mamíferos em cativeiro para atingir os objetivos de educação, pesquisa e conservação.

Porque não tem tartarugas?

Não temos (ainda) tartarugas marinhas por não possuirmos um recinto adequado para atender às suas necessidades biológicas e fisiológicas. No entanto, no futuro breve, teremos um recinto dedicado a elas. Em parceria com o Projeto Tamar, construiremos um recinto customizado e preparado para as tartarugas terem seu bem-estar plenamente atendido.

O AquaRio é parceiro de quais ONGs?

Atualmente, o AquaRio é parceiro das Universidades UFRJ, UFF e Castelo Branco e das entidades ambientalistas Projeto Tamar, Projeto Baleia Jubarte, Projeto Manguezal, Projeto Boto Cinza e BrBio (Corais).

Os animais estão se reproduzindo no AquaRio. O que acontecerá com os filhotes? Ficarão no aquário ou serão levados para o oceano?

Já temos reprodução de cavalos marinhos, águas vivas, raias e tubarões. Os filhotes ficam, em um primeiro momento, na quarentena do AquaRio para que recebam todo o cuidado em seu crescimento. Crescidos, vão para a exposição ou são doados ou trocados com outros aquários. Não podem, nesse caso, ser levados para o ambiente natural por não serem animais nativos cuja procedência é conhecida. Somente podem ser reintroduzidos na natureza os filhotes provenientes de pesquisas de reprodução com espécies nativas, como pretendemos fazer com as pesquisas já descritas.

Quando o AquaRio receberá alunos de escolas públicas?

A partir de março desse ano, o AquaRio começou a receber grupos de alunos das escolas privadas e públicas (todos os alunos e professores das escolas públicas municipais do Rio terão acesso gratuito).

Quando poderemos dormir/passar a noite no AquaRio? Como funcionará essa atração?

Pretendemos dar inicio à atividade adicional DORMINDO NO AQUÁRIO no segundo semestre de 2017. A criança, deixada ou acompanhada de seus pais, começa às 17h a visita ao aquário e seus bastidores, janta no aquário, assiste a um filme ecológico e em seguida será acomodada, com seu saco de dormir, no túnel que passa por dentro do grande tanque oceânico. Às 21 horas as luzes se apagarão e peixes e crianças dormirão juntos.

Quando poderemos mergulhar no tanque oceânico? Como funcionará essa atração? Os tubarões são perigosos?

Pretendemos dar inicio à atividade adicional MERGULHANDO COM PEIXES, RAIAS E TUBARÕES no segundo semestre de 2017 ou primeiro semestre de 2018. O grande tanque oceânico precisa estar 100% equilibrado para suportar essa atividade. Haverá duas possibilidades de mergulho: livre ou equipado (para quem já tem curso de mergulho). A atividade terá duração de 30 minutos e será sempre acompanhada por um mergulhador master para cada dois mergulhadores-visitantes.

Existe um forte mito criado pelos filmes de Hollywood que dão a má fama aos tubarões e os tornam “feras assassinas” aos olhos dos leigos, quando, na verdade, tubarões são animais amistosos cuja interação é perfeitamente possível, especialmente em um mergulho em águas claras. Dessa forma, ter tubarões no plantel e permitir que as pessoas possam ter com eles essa experiência de mergulho representa exatamente o que a equipe do AquaRio, composta por pesquisadores, biólogos, veterinários e profissionais da conservação marinha, almeja para essa questão dos injustiçados e ameaçados tubarões. Estabelecer meios de fazer com que os visitantes compreendam a importância desses magníficos predadores para a manutenção da saúde e do equilíbrio dos ecossistemas marinhos e, assim, ajudem e participem dos programas e projetos de preservação das espécies ameaçadas.

Porque o preço é tão alto?

O AquaRio é um equipamento 100% privado e, por isso, depende das receitas de ingressos e atividades comerciais para manter e sustentar sua estrutura de 26 mil metros quadrados, tratamento diário de 4,5 milhões de litros de água salgada e cuidar muito bem da saúde e do bem-estar dos milhares de animais acomodados em 28 recintos.  Ainda assim, temos um acordo com a Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro para que todos os alunos e professores da rede municipal de ensino e todos os funcionários públicos municipais tenham acesso gratuito ao AquaRio (mediante agendamento especifico). Sem a receita proveniente da venda de ingresso não seria possível bancar os altos custos que um equipamento desse porte demanda.

O aquário estava muito cheio quando visitei... Existe limite de visitantes por dia?

Existem sim limites de capacidade total por horário e por dia. Nos finais de semana, especialmente nas épocas de alta estação, é comum termos os nossos limites atingidos com centenas de pessoas sem ingresso querendo também entrar e visitar, o que não é possível. Essa é uma situação muito comum a todos os equipamentos turísticos das grandes cidades do mundo. A visita sempre será mais tranquila nos dias de semana e nas épocas de baixa estação.

Porque investir em um aquário enquanto se poderia investir na despoluição da Baía de Guanabara?

A motivação em investir mais de 130 milhões de reais em um equipamento privado, muito bem fundamentado em educação ambiental de qualidade, pesquisa científica séria e estratégias de conservação da biodiversidade, foi criar um equipamento de sustentabilidade que a sociedade e a cidade do Rio de Janeiro há muito mereciam e precisavam. A despoluição da Baía de Guanabara, importantíssimo também para o Rio de Janeiro, é obrigação e função que compete exclusivamente ao poder público (governo estadual).

Porque um aquário ao invés de um santuário para os animais?

Zoológicos e santuários têm funções distintas e complementares e cada categoria de manejo de fauna não exclui a necessidade da outra. Além disso, mesmo que um santuário pudesse substituir um aquário (e não pode), não haveria como criar um santuário marinho no litoral do Rio de Janeiro que proporcionasse acesso educativo à população.

O AquaRio já teve alguma conversa com a PETA? Ou Greenpeace?

Já tivemos conversas com várias entidades de proteção animal e estamos sempre abertos ao diálogo. Vivemos em uma democracia e faz parte conviver e aceitar a diversidade de opiniões, inclusive daqueles que são contra qualquer animal mantido em cativeiro e, por consequência, posicionam-se contra zoológicos e aquários.

Como biólogo marinho com mais de 30 anos de atuação séria e respeitada na conservação de seres marinhos, compreendo e compartilho da preocupação com o bem-estar e a preservação da fauna marinha, mas acredito que as pessoas que defendem causas (legítimas) devem ter bom-senso e conhecimento técnico-científico para embasar suas opiniões ou acusações, de modo a não serem puramente emocionais, como ocorre com grupos mais radicais.
 
Contrapondo-se aos que são contra os aquários, existem, como eu, inúmeros conservacionistas conhecidos e respeitados por décadas de trabalho verdadeiramente relevante a favor da proteção e preservação de animais marinhos, como o oceanógrafo Guy Marcovaldi, criador do Projeto Tamar, o veterinário José Truda Palazzo Jr, criador do Projeto Baleia Franca, e o biólogo Maurício Hostim, criador do Projeto Meros do Brasil, que são explicitamente favoráveis aos BONS AQUÁRIOS, fundamentados no tripé educação, pesquisa e conservação.

Manifestações e ativistas contra os aquários costumam citar o filme “Blackfish” __ que trata dos perigos de se manter orcas em cativeiro, como ocorre no SeaWorld. No entanto, a própria diretora do documentário, Gabriela Cowperthwaite, declarou em entrevista à revista Variety, no final de 2013, que não é contra zoológicos e aquários e admitiu apoiar os esforços de pesquisa e conservação do Monterey Bay Aquarium, na Califórnia. De acordo com ela, lugares como o Monterey Aquarium, abrigam animais com fins educativos e não para puro entretenimento: “Ver os animais nos aquários é muito mais magnífico do que vê-los fazendo truques numa piscina”.

Porque o tanque de toque está fechado?

Os tanques de toque fecham nos finais de semana em respeito ao bem-estar dos animais. Como já mencionado, aos sábados e domingos, quando costumamos atingir nossos limites de capacidade, fica impossível ter a atividade educativa realizada de forma tranquila e prazerosa para visitantes, monitores e animais.

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